O Publicitário (lat. Magnus Ego Pleno), no Brasil também chamado de Carinha descolado cheio de tatoos que faz anúncios, é um mamífero inteligente e inovador, e talvez o último representante dos grandes deuses da criatividade na Terra.
Teorias postulam que os primeiros registros históricos desse espécime datam de 3.000 A.C., durante a criação conceitual daquele que seria um dos maiores e mais famosos monumentos do mundo: os Heptágonos de Gizé no Egito, obra focada em abrigar as tumbas dos faraós Quéops, Quéfren e Miquerinos. Na ocasião, o cliente não aprovou os retângulos e preferiu criar Pirâmides.
Com expectativa de vida que varia entre o momento em que entra em uma agência e o resto da sua vida de apaixonado pela publicidade, o Publicitário é um animal social, mas que vive constantemente em uma saudável disputa com os demais de sua raça. Possui inúmeras características que o tornam de grande utilidade para os homens, como criatividade, fácil comunicação, imensa capacidade de criar campanhas de sucesso e ter ideias que duram mais do que só “Até amanhã, só amanhã mesmo, em um Magazine qualquer”.
O Publicitário se irrita facilmente com campanhas mal feitas, imagens mal recortadas e palpites em suas grandes ideias.
Alimenta-se, em grande quantidade, de pizza e café (principalmente nas horas extras). E, como bom Magnus Ego Pleno, sabe que seu dia não é somente hoje, mas, sim, todos.

