Na década de 90, a Philco resolveu rejuvenescer sua marca,  ainda muito associada aos televisores preto e branco e aos rádios AM/FM das décadas anteriores.

Para reforçar a ideia de tecnologia e cair nas graças do gosto popular, a Philco usou como estratégia  um humor quase nonsense e o bordão: Tem coisas que só a Philco faz para você. Os vídeos mais populares da campanha  apresentam um índio mais velho (Grande 20) entendedor da nova Linha Dueto (videocassete + televisão) e que dá conselhos ao índio mais jovem (Pequeno 14). O outro filme mostrava formiguinhas aventureiras que sobem em uma das caixas do aparelho de som da Philco e são arremessadas pela batida do som. O comercial faturou o Leão de Ouro no festival de Cannes em 1996.

Vamos relembrar?

Por Jussara Cury
Redatora e Mídias Sociais

 





No início da década de 60, a televisão ainda engatinhava, mas já era muito popular. Pensando em atingir ao público que abraçava essa nova tecnologia, as Casas Pernambucanas levou para a TV o single que já era sucesso nas rádios: “Quem bate? É o frio!”. Não deu outra: o sucesso foi imediato. Sucesso esse que foi repetido várias vezes nas décadas seguintes, sendo uma delas em 2004, com a participação do Grupo Olodum.

Vale a pena (re)ver essa campanha que é lembrada até hoje por diversas gerações.





A nova propaganda da Johnnie Walker descreve o Brasil como um gigante que está despertando para o mundo com muito potencial. A campanha está ganhando visibilidade mundial e deixa claro aquilo que nós, brasileiros, sabemos muito bem: que o Brasil, país rico em recursos, está acordando, se levantando e dando passos rumo a um futuro promissor.

http://www.youtube.com/watch?v=RTtcNP7lmUo

No início dos tempos, na parte sul das Américas, habitava um gigante. Um dos poucos que andavam sobre a Terra. Gigante pela própria natureza, e sendo natureza ele próprio, era feito de rochas, terra e matas, que moldavam sua figura. Pássaros e bichos pousavam e viviam em seu corpo e rios corriam em suas veias. Era como um imenso pedaço de paisagem que andava e tinha vontade própria.

Caminhava com passadas vastas como vales e tinha a estatura de montanhas sobrepostas. Ao norte, em seu caminho, encontrava sol quente e brilhante nas quatro estações do ano. Ao sul, planaltos infindáveis. A oeste, planícies e terras cheias de diversidade. E a leste, quilômetros e quilômetros de praias onde o mar tocava a terra gentilmente, desde sempre. Havia também uma floresta como nenhuma outra no planeta. Tão grande, verde e viva que funcionava como o pulmão de todo o continente à sua volta.

Mesmo diante de tudo isso, um dia, enquanto caminhava, o gigante se inquietou. Parou então à beira-mar e ali, entre as águas quentes do Atlântico e uma porção de terra que subia em morros, deitou-se. E, deitado nesse berço esplêndido, olhou para o céu azul acima se perguntando: “O que me faz gigante?”.

Em seguida, imaginando respostas, caiu em sono profundo. Por eras, que para os gigantes são horas, ele dormiu. Seu corpo gigantesco estirado, o joelho dobrado formando um grande monte, uma rocha imensa denunciando seu torso titânico e a cabeça indizível, coberta de árvores e limo. Dormiu até se tornar lenda no mundo. Uma lenda que dizia que o futuro pertencia ao gigante, mas que ele nunca acordaria e que o futuro seria para ele sempre isso: futuro.

No entanto, com o passar do tempo ficou claro que nem mesmo as lendas devem dizer “nunca”. Depois de muito sonhar com a pergunta sobre si, o gigante finalmente despertou com a resposta. Acordou, ergueu-se sobre a terra da qual era parte e ficou de frente para o horizonte.

Tirou então um dos pés do chão e, adentrando o mar, deu um primeiro passo. Um passo decidido em direção ao mundo lá fora para encontrar seu destino.

Agora sabendo que o que o faz um gigante não é seu tamanho, mas o tamanho dos passos que dá.